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Petrobras fecha venda de Liquigás ao Ultra

17 de novembro de 2016


Por Ivo Ribeiro o Stella

Após meses de negociações, a Petrobras concluiu o acordo de venda da Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP), para o grupo Ultra, que é dono da concorrente Ultragaz, apurou o Valor. Em meados do mês passado, as empresas confirmaram que estavam em negociações avançadas. Procuradas, informaram que não se pronunciaram sobre o assunto.

A expectativa mais recente era a de que o negócio fosse anunciado até o fim de novembro, uma vez que ainda não havia definição sobre o preço do ativo. Segundo fontes, o valor da operação -importante na nova estratégia da estatal – deve ficar entre RS 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões.

A venda da Liquigás faz parte do plano da companhia de alienar US$ 15,1 bilhões em ativos entre 2015-2016. Até agora já foram anunciados US$ 9,bilhões.

Na sexta-feira, o presidente da Ultrapar, Thilo Mannhardt, disse em encontro com investidores que não poderia falar em prazos para fechamento do negócio, uma vez que havia duas partes [Petrobras e Ultra] envolvidas na operação. Mas ressaltou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cada) será o regente da transação, caso ela seja efetivada. “A Liquigás vai demandar atenção do Cade”, observou.
A distribuidora de gás de cozinha da Petrobras é a segunda maior desse mercado, com participação de 22,6%, ligeiramente atrás da líder Ultragaz, com pouco mais de 23%. Vários grupos candidataram-se ao ativo, entre os quais a holandesa SHV (Supergasbras), Gávea Investimentos, Aygaz (da Turquia) e um consórcio formado por Nacional Gás e Copagaz. Em agosto, foram selecionadas três propostas, uma delas da Ultrapar.

A compra da Liquigás será mais um grande negócio fechado pelo grupo brasileiro neste ano. Em junho, a Ultrapar anunciou a aquisição do controle da Alesat, concorrente da sua controlada Ipiranga no negócio de distribuição de combustíveis, por RS 2,17 bilhões. Em agosto, o grupo Ultra e a Chevron anunciaram uma associação no segmento de lubrificantes, fortalecendo um novo ramo de negócios.

O comando da holding do grupo Ultra garante que segue atento a outras oportunidades, desde que gerem valor e estejam alinhadas à estratégia de seus diferentes negócios, e o balanço financeiro tem robustez suficiente para novos negócios. No fim de setembro, a dívida líquida da Ultrapar estava em R$ 5,8 bilhões, praticamente estável em relação ao endividamento apurado um ano antes (R$ 5,7 bilhões) – com alavancagem financeira de apenas 1,5 vez (dívida líquida/Ebitda). Ou seja, tem baixa alavancagem.

De janeiro a setembro, o grupo teve receita liquida de R$ 58,3 bilhões, com alta de 6% na comparação anual, enquanto o Ebitda totalizou R$ 3,1 bilhões, alta de 11%. O bom desempenho operacional contribuiu para o crescimento de 12% do lucro líquido, que atingiu R$ 14 bilhão nos nove meses. A Petrobras, anunciou no novo plano de negócios de 2017- 2021, que pretende obter mais US$ 19,5 bilhões com venda de ativos. A estatal está perto também de se desfazer da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape) e da Companhia integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe) para a mexicana Alpek. No fim de julho foi fixado prazo de Go dias para negociações exclusivas, prorrogado em 30 dias. No início deste mês, a estatal informou que as tratativas estavam em “estágio avançado”.

http://www.valor.com.br/ 17/11/2016

Termo de break-up fee
16 nov 2016

👀Ultrapar (UGPA3): Na coluna da jornalista Sonia Racy: O Grupo Ultra está muito próximo de comprar a Liquigás, pertencente à Petrobras. Dúvida cruel: terá problemas com o Cade por causa de concentração de mercado? Se tiver, a estatal do petróleo estará resguardada. Todos interessados em comprar a empresa de gás assinaram um termo de “break-up fee”, segundo coluna Direto da Fonte. O que é isso? Trata-se de uma multa caso o comprador tenha que voltar atrás.

Rico Matinal – Voltando do feriado cheio de expectativas

O que é um ‘Breakup Fee’

A taxa de rompimento é uma taxa comum usado na aquisição acordos se o vendedor desiste de um acordo para vender para o comprador. Uma taxa de separação, ou taxa de rescisão, é necessária para compensar o comprador em potencial para o tempo e os recursos utilizados para facilitar o negócio. Taxas de cisão são normalmente 1-3% do valor do negócio. – www.investopedia.com

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