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Gás de cozinha deve passar dos R$ 105,00 de acordo com dados da ANP

7 de junho de 2017


O aumento anunciado pela Petrobrás representa 6,7% no produtor, ou seja, na Petrobras, o que representa um valor médio Brasil de R$ 0,98

Nossas revendas já estão nos comunicando um repasse pelas Companhias Distribuidoras que irão aplicar o porcentual de 6,7% no preço de compra da revenda, estarão assim elevando o preço do gás na ordem dos R$ 3,00, isso sendo generoso, considerando um valor médio no preço de compra das revendas próximo aos R$ 40. Desta forma este aumento deve chegar entre 3 a 5 Reais ao setor revenda, que normalmente repassa um valor igual ou menor.

A tabela mostra os valores (%) que compõem o GLP, da para observar que as Companhias Distribuidoras atuam com a margem de varejo, e as revendas atuam no seu limite, quase que sem margem de lucro, uma vez que seu custo operacional gira próximo dos 15 Reais nas entregas do gás que normalmente são feitas um a um, enquanto as Companhias Distribuidoras colocam em sua planilha, o custo de entrega caso a revenda não busque na Companhia o seu gás.

A tabela da ANP destaca a formação do preço, desde a sua saída na Petrobras até chegar no consumidor final, de como é formado o preço final, que é a soma do preço produtor + pis/cofins + icms + % margem cias + % das revendas.

Estes dados dentro de uma política de preço livre são eficazes até o preço do produtor mais impostos, pois quando se avalia a margem de lucro das Companhias Distribuidoras, chegamos a um preço final de venda ao setor revenda próximo dos R$ 70,00.

Esta é a realidade do setor revenda, preços livres, sem limites, um mercado com indícios de alto índice de concentração, que tende a se agravar com a venda de uma das maiores Companhia Distribuidora a sua maior concorrente, ao consumidor, cabe como mostramos em audiência pública realizada dia 24/05/2017, na Comissão de Minas e Energia do Congresso Nacional a pedido do Exmo Deputado Domingos Sávio, buscar como alternativa a lenha e a serragem.

Já a Petrobrás, apesar de ser uma empresa “Estatal”, ignora os estudos e as propostas para a realização de uma nova política de preço do GLP sem impactar ao consumidor que está sendo tramitado pelo Ministério das Minas e Energia, e saí atropelando o setor, ignorando seu papel que por anos explorou com exclusividade, o gás agora segue preços internacionais e terá reajuste mensal.

Dona da verdade absoluta, e sob pretextos de uma gerencia que sequer soube conter rombos milionários em seu caixa, a Petrobras provoca medidas que podem contribuir com a fome do povo brasileiro. Nossos veículos até podemos encostar numa garagem, mas um fogão, responsável pela nossa alimentação, pelo mingau de nossas crianças, esse, só podemos aceitar como sempre o setor revenda se empenhou, ligados em nossas cozinhas.

 

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Atenciosamente,

Alexandre Borjaili
Presidente
Associação Brasileira dos Revendedores de GLP – ASMIRG-BR
www.asmirg.com.br

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